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Chá em familia

Eu tenho uma rotina de tomar um chá toda semana com minha mãe. Ela prepara um monte de coisa gostosa, eu sempre levo pãezinhos. Eu sempre arrumo alguma coisa no computador dela, as vezes até dou uma dormidinha no sofá, conversamos bastante. Depois jogamos uma partida de rumikube. Uma rotina gostosa.

É tão gostoso que as vezes tentamos incluir os outros membros da familia: primeiro minha irmã, depois meu pai, e finalmente meu irmão. As vezes os parceiros vem tambem. Os encontros ficam grande, e nem dá mais para jogar rumikube. Dormir no sofá, nem pensar.

Embora o rotineiro encontro semanal com minha mãe fique descaracterizado (até justificando um segundo encontro na mesma semana para não quebrar a rotina), eu gosto muito de observar a dinâmica da familia. O encontro fica até mais interessante quando passamos muito tempo sem nos vermos. É diferente de quando reencontramos amigos depois de muito tempo, e relembramos o passado comum. Nunca tive a experiencia de relembrar a infância com outros membros da familia, a não ser quando há outros na conversa.

Esta foi uma destas vezes.

A Lilian avisou que vinha, a mãe convidou o pai. Já nos 45' de atraso ligamos para o pai, que convidou o Sérgio e estaria saindo em 10'. Chega o Sérgio, com o Yuri e a Ciça. Faziam 2 meses e meio que não os via. Mãe começa a ficar estressada, cadeiras são buscadas. O Sérgio, para não incomomdar, só iria sentar. Enquanto eu carregava cadeiras, o Sérgio já estava tomando o chá.

O tema de conversas do lanche foram as viagens e projetos do Sérgio.

Quando comecei a escrever, coloquei se e porque me incomoda, mas decidi tirar o se, já que é certo que sim incomoda.

Todas as vezes que estou com o Sérgio tenho a impressão de que só ele tem coisas interessantes para contar. Ou que  pelo menos ele acha. Nunca vi ele demontsrar interesse por outros... Será que ele não tem interesse, será que os outros não tem nada interessante para contar, ou será simplesmente um mecanismo de defesa, em ter que mostrar serviço, ou coisas interessantes?

Mas será possivel tambem olhar esta situação de uma outra ótica? Será que não tenho nada interessante para contar? Ou que acho que não tenho nada, ou talvez, e mais provável, eu só quero sentir que ele tenha interesse em coisas que eu possa ter a contar.